2 de novembro de 2017

Ex-companheiras denunciam agressões do Capitão da PM suspeito de matar a namorada, Camilla Abreu

Delegado disse que PM tinha histórico de violência (Foto: Catarina Costa / G1)Delegado disse que PM tinha histórico de violência (Foto: Catarina Costa / G1)

Delegado disse que PM tinha histórico de violência (Foto: Catarina Costa / G1)

Três mulheres buscaram a polícia para denunciar agressões praticada pelo capitão da PM suspeito de matar a namorada Camilla Abreu, de 21 anos. Duas delas já prestaram depoimento e a terceira, ex-mulher do oficial, ainda deve falar à polícia. A delegacia de homicídios apura ainda uma tentativa de homicídio por parte do policial militar contra um amigo da estudante.

O coordenador da delegacia de homicídios, Francisco Baretta, explicou que as três mulheres procuraram a unidade depois da morte da estudante Camilla Abreu para informar casos de violência por parte do policial militar. “Duas das mulheres já prestaram depoimento. Elas colaboraram para mostrar o histórico dele de agressões às mulheres com violência. É um homem muito violento”, pontuou o delegado.

Baretta disse ainda que uma das mulheres já foi casada com o policial militar, mas não entrou em detalhes a respeito do depoimento dela. Disse apenas que se tratava de uma declaração diferente das outras duas mulheres.

Tentativa de homicídio

A Polícia Civil colhe ainda informações a respeito de uma tentativa de homicídio por parte do policial contra um amigo da estudante. “Foi em um restaurante do Morada Nova. Um amigo dela chegou e cumprimentou ela. Ao dar um beijo no rosto com cordialidade o policial arrancou a arma e deu três tiros no carro do rapaz”, relatou Francisco Baretta.

Banco do carro com manchas de sangue foi tirado do carro (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Banco do carro com manchas de sangue foi tirado do carro (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Para o delegado, todos os casos mostram o perfil do policial militar e colaboram para consolidar as conclusões sobre o feminicídio de Camilla Abreu. “A gente está pegando os depoimentos para mostrar o perfil deste indivíduo para evitar a tese de um crime acidental”, disse Baretta acrescentando que houve destruição de provas e ocultação de cadáver.

Desaparecimento

A jovem desapareceu na madrugada de quinta-feira (26). Segundo a polícia, na noite anterior ela e o namorado se encontraram na faculdade onde ela estudava e saíram para um bar com uma amiga. Depois de deixar a amiga em casa, no Vale do Gavião, os dois ficaram sozinhos e Camilla não foi mais vista.

Camilla está desaparecida há quatro dias (Foto: Reprodução/Facebook)

Camilla está desaparecida há quatro dias (Foto: Reprodução/Facebook)

Após cinco dias de buscas o corpo da jovem foi encontrado na saída de Teresina, depois que o suspeito apontou o local onde havia deixado a namorada morta. Dias antes, próximo ao local, o celular da jovem foi encontrado. Ele alegou, segundo a polícia, que Camilla morreu com um tiro acidental no rosto, mas a polícia questiona a versão. Ele foi preso nessa terça-feira (31) e permanecerá recolhido por 30 dias.

Uma missa de corpo presente e o sepultamento da estudante aconteceu nesta quarta-feira (1º) no cemitério São Judas Tadeu, Zona Leste. A cerimônia foi marcada por pedidos de justiça e muita comoção de amigos e familiares.

Direção de jornalismo da TV Clube se pronuncia sobre casos de feminicídio

Veja o vídeo com o editorial, narrado por Paulo Nóbrega, diretor de jornalismo da Rede Clube

http://g1.globo.com/pi/piaui/pitv-1edicao/videos/t/edicoes/v/direcao-de-jornalismo-da-tv-clube-se-pronuncia-sobre-casos-de-feminicidio/6259011/

Fonte: Rede Clube/G1 Piauí

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